JONATHAN EDWARDS – Um coração consagrado a Glória de Deus

A vida de Jonathan Edwards ensina que a verdadeira piedade é fidelidade a Deus mesmo quando isso custa tudo.

2 Crônicas 26.17. “Mas o sacerdote Azarias, acompanhado de outros oitenta sacerdotes do Senhor, homens corajosos, entrou atrás do rei Uzias, dispostos a se opor àquilo que sabiam ser um erro diante de Deus.”

Jonathan Edwards nasceu em East Windsor, Connecticut, em 5 de outubro de 1703, filho de um piedoso pastor congregacional. Desde a infância, respirou um ambiente em que buscar a Deus não era assunto distante, mas realidade cotidiana. Aos doze anos, já escrevia a uma irmã relatando um pequeno avivamento na igreja de seu pai, revelando um coração que se alegrava mais com a obra de Deus do que com qualquer conquista própria.

Ainda jovem, porém, Edwards lutou internamente contra a doutrina da soberania de Deus, que lhe parecia difícil de aceitar. Foi em 1721, ao meditar em 1 Timóteo 1.17: “Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória para todo o sempre. Amém!”, que essa resistência se transformou em doce convicção: ele sentiu um novo senso da glória divina, algo jamais experimentado antes. Dali em diante, sua vida passou a girar inteiramente em torno da grandeza de Deus.

Formado em Yale, pastoreou brevemente uma igreja em Nova York e, em 1726, foi chamado para auxiliar seu avô, Solomon Stoddard, em Northampton. Tornou-se pastor titular três anos depois. Casou-se com Sarah Pierrepont, e a comunhão espiritual do casal tornou-se, ela mesma, um retrato daquilo que Edwards pregava: que o evangelho transforma até os relacionamentos mais simples do dia a dia.

Sob sua pregação serena, mas profundamente convicta, Northampton experimentou um poderoso avivamento entre 1734 e 1735, prenúncio do Grande Despertamento. Edwards tornou-se seu principal intérprete, distinguindo com equilíbrio raro entre o emocionalismo passageiro e a autêntica obra do Espírito.

Sua fidelidade, contudo, teve um preço alto. Em 1750, após vinte e três anos de ministério, foi demitido de Northampton por insistir que somente pessoas verdadeiramente convertidas participassem da Ceia do Senhor. Poderia ter cedido e preservado seu sustento; preferiu permanecer fiel àquilo que entendia ser a vontade de Deus, ainda que isso lhe custasse o púlpito. Os anos seguintes, como missionário em Stockbridge, tornaram-se o período mais fecundo de sua produção teológica. Em 1758, já nomeado presidente do Colégio de Nova Jersey, morreu poucas semanas depois, deixando um legado de fé que atravessou os séculos.

Em 2 Crônicas 26.17, o sacerdote Azarias, acompanhado de outros oitenta sacerdotes corajosos, enfrenta o rei Uzias, que ultrapassara os limites estabelecidos por Deus para o serviço sacerdotal. Aqueles homens sabiam o risco de se opor a um rei poderoso, mas escolheram a fidelidade acima da própria segurança. Essa mesma disposição habitou Edwards: ao perceber que a prática da Ceia do Senhor como queriam praticar em Northampton contrariava as Escrituras, não hesitou em declará-lo, mesmo sabendo o que lhe custaria.

Talvez você esteja hoje diante de uma escolha que pode ser difícil, ainda que em proporção menor: uma convicção que sabe correta, mas que hesita em sustentar por medo do preço. O testemunho de Edwards convida a perguntar o que realmente ocupa o centro do coração, a glória de Deus ou a própria tranquilidade. A fidelidade, mesmo dolorosa, nunca é em vão diante daquele que vê o íntimo.

Oremos. Senhor, tu és a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? Ensina-me a buscar a tua glória acima de qualquer conforto. Dá-me coragem para permanecer fiel à tua Palavra, mesmo quando isso exigir renúncia, e que meu coração se alegre, antes de tudo, em contemplar a tua beleza e o teu amor. Amém.

Somente Cristo! Pr. Reginaldo Soares.

UL TIMAS POSTAGENS

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